sábado, 10 de julho de 2010

Produtos da Floresta que ajudam a manter a Amazônia em pé



Conheça alguns produtos importantes da Amazônia.


Gerar renda para as populações que vivem na Amazônia sem a necessidade de derrubar a mata. Essa é a aposta do Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao estimular a coleta dos chamados “produtos da floresta”: óleos, frutas e seivas cada vez mais usados pela indústria e retirados de forma sustentável da natureza.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um preço mínimo para quatro desses produtos: borracha, açaí, castanha de babaçu e pequi. Isso significa que, se as populações locais não conseguirem vendê-los acima do valor fixado, o governo cobre a diferença. A expectativa é de que, em breve, mais seis produtos entrem na lista: castanha-do-Brasil, andiroba, copaíba, buriti, piaçava e carnaúba.


Conheça cada um deles: 

Açaí



Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas. No Brasil, o principal mercado consumidor é a cidade do Rio de Janeiro, onde é apreciado principalmente pelo público que pratica esportes.



Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. O palmito também é um protuto importante dessa árvore. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado. 









Borracha natural


Presente nos pneus, preservativos, balões de festas e calçados, a borracha natural é utilizada em larga escala pela indústria do mundo todo. Apenas 1% do consumo brasileiro, contudo, provém das matas amazônicas. O restante é importado ou retirado de grandes plantações.


De acordo com o MMA, hoje a extração do látex – a seiva da seringueira, utilizada na fabricação da borracha – envolve entre 5 e 10 mil famílias. Os principais estados produtores são o Acre, Amapá e Pará. 


À partir da seiva que produz a borracha natural está sendo feito um novo produto chamado de FDL. Avanços científicos e tecnológicos têm possibilitado
novas formas de aplicação do látex
retirado das seringueiras nativas, como na
produção de preservativos masculinos, luvas
cirúrgicas e folha defumada líquida (FDL).
O couro vegetal tem sido utilizado desde 1999,
com bons resultados, na confecção de bolsas,
pastas, sacolas, bonés, roupas, sapatos e brindes
corporativos como porta-níqueis, estojos, capas de
agendas e cadernetas. O material tem resistência,
leveza e impermeabilidade, substituindo de forma
ambientalmente adequada o couro animal.






A borracha é considerada um produto-símbolo para a conservação da floresta amazônica.
Representa não apenas a mais tradicional fonte de renda da região, mas também
a resistência ao desmatamento, simbolizada pela luta de Chico Mendes, seringueiro que
morreu em defesa da Amazônia e dos povos da floresta.
O couro vegetal é um tecido com consistência emborrachada, feito a partir de telas
de algodão banhadas com o látex extraído da seringueira (Hevea brasiliensis). Depois
de um processo artesanal de defumação, o tecido ganha textura, durabilidade, coloração
e propriedades similares às do couro, além de poder ser tingido em diferentes cores.



A fabricação do couro vegetal apoiada pelo WWF-Brasil obedece a rigorosos critérios
ambientais, contribuindo para a conservação de aproximadamente 200 mil hectares de
florestas nativas ao longo da bacia do Rio Purus. A coleta do látex é um dos mais sustentáveis
processos extrativistas da Amazônia, por não provocar danos à floresta. As comunidades
envolvidas com a produção do couro vegetal desenvolveram, com apoio do
WWF-Brasil, planos de manejo para as áreas trabalhadas.




Buriti



Essa palmeira elegante, que pode ultrapassar 30 metros de altura, ocorre nas áreas pantanosas. As folhas são usadas para cobertura de casas, e os frutos servem de alimento, na forma de sucos, doces e sorvetes.


Uma das apostas no buriti é o óleo de suas sementes, que é muito rico em vitamina A. De acordo com estudo do MMA, esse produto é uma das maiores fontes de beta-caroteno – substância importante na prevenção de várias doenças – conhecidas na natureza. 


Castanha de babaçu



Predominante de algumas regiões de transição entre a floresta amazônica, caatinga e cerrado, o babaçu é uma palmeira que garante renda a cerca de 300 mil mulheres que trabalham na coleta dos frutos, as famosas “quebradeiras”.



São conhecidas mais de 60 utilizações diferentes do babaçu. Da sua amêndoa retira-se um óleo comestível, que é utilizado também pela indústria para a produção de sabão. A polpa da fruta serve para a fabricação de farinha e a casca do coco é usada como carvão.


Como as frutas são coletadas de florestas nativas, o desmatamento é uma das maiores ameaças à coleta das castanhas. 

Castanha-do-Brasil




Conhecida erroneamente como castanha-do-Pará, no entanto esta denominação tem mudado para Castanha-do-Brasil como é chamada fora do país, “Brazil nut”, afinal este tipo de castanha ocorre em todo o Brasil e não apenas no Pará. A fruta é consumida crua, tostada ou salgada, e muito utilizada na fabricação de bombons, bolos e sorvetes.


As sementes crescem reunidas dentro de uma casca dura e pesada, chamada de “ouriço”. Essa fato, somado à altura das árvores, que pode passar de 50 metros, faz da coleta da castanha-do-Brasil uma tarefa difícil e perigosa.
O ouriço tem sido utilizado para fazer pulseiras, acessórios e móveis.


O tamanho da árvore e a qualidade da madeira fizeram da castanheira um alvo importante da indústria madeireira, e a destruição de grandes castanhais nativos fez com que o corte da espécie fosse proibido.


Os estados do Amazonas, Pará e Acre lideram a atualmente a produção da semente. 


Fontes: Iberê Thenório
Do Globo Amazônia, em São Paulo
WWF

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